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SAÚDE: MERCADO DO FUTURO DA EDUCAÇÃO FÍSICA


11/03/2019

Vale a pena ler de novo... Matéria do Boletim #36 - maio/2017



A profissão de Educação Física não para de crescer e conquistar novas frentes de atuação no Brasil. Este ano, o curso foi o 5º mais procurado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, atrás apenas dos cursos de Administração, Pedagogia, Direito e Medicina. Além disso, a Educação Física está entre as carreiras de nível superior que mais geram postos de trabalho no país. Isso se deve, em parte, ao crescimento do mercado fitness e uma maior preocupação da população com a qualidade de vida. O profissional pode trabalhar em academias, clubes ou empresas, mas segundo especialistas, a área de saúde é definitivamente o mercado do futuro para os profissionais de Educação Física.

No entanto, segundo Marcelo Hagebock Guimarães [CREF 010101-G/PR],  Conselheiro e que, desde o início do ano, preside o Conselho Estadual de Saúde do Paraná, desafios não faltam principalmente no que se refere à formação. “A Educação Física possui diversas áreas de atuação, e a formação para a área da saúde demanda muito conhecimento, tanto sobre o Sistema Único de Saúde e políticas públicas, quanto acerca das diversas patologias que podem acometer a população. Além disso, é preciso saber atuar de maneira multiprofissional, reconhecendo os campos de atuação e intervenção dos profissionais de saúde, otimizando assim as prescrições de exercícios para cada indivíduo”, afirma Hagebock . Esta é a primeira vez no país que um órgão responsável por formular estratégias, controlar e fiscalizar a execução das políticas públicas voltadas à promoção da saúde é encabeçado por um profissional da Educação Física.

Antes porém, Hagebock atuou com treinamento desportivo, recreação e organização de eventos, Educação Física infantil e ensino fundamental, bem como na Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de comunidade, como aulas de ginástica, alongamento, terceira idade e treinamento desportivo. Sua atuação na área de saúde aconteceu a partir de 2009, quando a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba abriu 29 vagas para atuação de profissionais de Educação Física em equipes multiprofissionais, constituídas de acordo com um programa do Ministério da Saúde, denominado Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Como não haviam normativas específicas para atuação dos profissionais de Educação Física no SUS, coube aos próprios a função de construir seu processo de trabalho. “Devido às demandas existentes em cada território e à clientela de cada Unidade de Saúde, cada profissional foi adquirindo experiência e definindo critérios de intervenção de acordo com sua realidade. Essas experiências, em conjunto com o surgimento de formação para os profissionais de Educação Física, possibilitaram uma melhor definição de nosso papel na saúde”, explica Hagebock.