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Olimpismo como Ferramenta de Educação Através do Esporte


05/01/2012

Olimpismo como Ferramenta de Educação Através do Esporte



Qual a diferença entre Olimpíada e olimpismo? Quais são as os novos desafios do profissional de Educação Fisica? Qual o sentido do esporte como ferramenta socioeducacional? Essas e outras questões foram levantadas na palestra promovida no 14° Encontro de Atividades Cientificas da Unopar. Para falar sobre o assunto a Universidade trouxe o professor mestre Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Fisica (CONFER) e o professor doutor Antonio Eduardo Branco, presidente do Conselho Regional de Educação Fisica do Paraná (CREF9/PR). Steinhilber comenta que a diferença que confunde muitaspessoas está no conceito. “Olimpismo é o movimento olimpico que utiliza o esporte como ferramenta de difusão da educação através do esporte. Esse conceito envolve a cidadania e o atrativo é o esporte. Já a olimpiada é o evento que reúne atletas de todo o mundo inspirados pelos valores olímpicos”, explica. Esse evento estende-se aos cinco continentes, por isso seu símbolo é constituido pelos cinco anéis interlaçados. É uma forma de promover a integração social através da filosofia do olimpismo que combina um conjunto de qualidades esportivas, culturais, educativas e espiritualizadas através da força de vontade, do bom exemplo e do respeito por princípios éticos universais. “O momento de trabalhar as questões que envolvem os jogos olímpicos é agora, não no sentido de preparar estritamente para o evento, mas de criar um movimento que trabalhe essa idéia socieducacional através do esporte. Realizar um trabalho de conscientização da responsabilidade social através do esporte e chamar a atenção da comunidade”, afirma Steinhilber. Para ele não pode haver uma preocupação com o preparo da infraestrutura, dos atletas, dos profissionais e deixar de lado a sociedade. “Temos que nos preocupar com os legados sociioeducacionais, mostrar à sociedade que é importante assistir, mas também precisamos praticar. É uma grande oportunidade para mudança de comportamento”, completa. “Me considero otimista, por onde passamos e colocamos nossas preocupações, nossas sugestões, percebo as pessoas interessadas e sensíveis”, conclui Steinhilber. O professor doutor Antonio Eduardo Branco falou da importância da formação do profissional em Educação Física. “Vivemos um momento em que o paradigma mudou e exige do profissional uma nova postura, um novo perfil. O professor, hoje, precisa ser bilingue, linkado com a história, ter uma visão de mundo e ver o esporte como estratégia de desenvolvimento da cidadania”, afirma. Para Branco a releitura de hoje está aliada com um dinamismo que prima pela saúde e promove a atividade fisica na profissão da saúde. “Existe uma multiprofissionalização. Uma preocupação com um trabalho integrado e mais funcional”, ressalta. Ele explica que o momento é de integração. “Temos que trabalhar para que exista uma conscientização dos profissionais, dos atletas e da sociedade para essa novo formato que integre a sociedade através do esporte”, aponta.   Conteúdo disponibilizado pela Assessoria de Imprensa - imprensa@unopar.br