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Mobilização pelo controle da obesidade na infância movimenta Ministério da Saúde


15/12/2017

A reunião contou com presença de representantes da Frente Parlamentar Mista do Combate e Prevenção à Obesidade Infanto-juvenil e também de presidentes dos CREF’s


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Em Brasília, a manhã desta quinta-feira (dia 14) foi de mobilização para um problema de saúde pública e que vem começando cada vez mais cedo: a obesidade. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, recebeu representantes da Frente Parlamentar Mista do Combate e Prevenção à Obesidade Infanto-juvenil, liderada pelo deputado Evandro Rogério Roman. A reunião contou com presença de presidentes de CREF’s do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e do Distrito Federal e também apresentação do projeto de Combate a Obesidade Infantil no Estado do Paraná.

“A obesidade é um problema que vem crescendo de maneira assustadora. Esse é um problema que requer uma atenção muito grande dos governos e da sociedade”, afirmou presidente do CREF9/PR, Antonio Eduardo Branco, que seguiu para a capital do Distrito Federal em companhia de outros Conselheiros. Ele citou o trabalho que vem sendo realizado no Paraná, que pode servir de exemplo para outros estados.

O Brasil assumiu o compromisso de deter o crescimento da obesidade na população até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional. No Paraná, um programa lançado em 2013 pela Secretaria do Esporte, que na época era coordenada por Evandro Rogério Roman, vem trabalhando a prevenção e controle do sobrepeso de estudantes e seus familiares. A iniciativa também conta com a participação das secretarias da Educação, Saúde, Família e Desenvolvimento Social, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A obesidade é uma doença crônica, que está associada às doenças cardiovasculares, pressão alta, hipercolesterolemia, diabetes tipo II, alterações no metabolismo, entre outras. A preocupação é ainda maior na infância, cuja evolução deve ser rigorosamente controlada, seja pela previsão da ocorrência de doenças crônicas precocemente e pelo grande número de pessoas que estarão incapacitadas para o trabalho antes da aposentadoria.

Realizada em 2006, a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde apontou que 40,5% das crianças menores de 5 anos consumiam refrigerante frequentemente. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013, revelaram algo que é fácil de notar nos lares brasileiros: 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. O resultado dessa ingestão de alimentos ultraprocessados é que uma em cada três crianças brasileiras estão acima do peso, segundo Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), do IBGE.